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OTITE EM CACHORRO E GATO: COMO PREVENIR

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                          Acredito que após as alergias, coceiras em geral e gastroenterites, as otites(inflamação do conduto auditivo externo), compõem a maior rotina dos atendimentos. Seus sintomas além do evidente transtorno ao animal, interferem diretamente no estresse das pessoas em casa, uma vez que observam o animal batendo as orelhas, coçando com as patas traseiras e esfregando em sofás e tapetes. Desta forma, conforme já observei sobre a necessidade de investigar com rotina a higiene de pelos do corpo e dentes, agora lembro que os ouvidos devem fazer parte desses cuidados.

                         Devo aqui fazer uma ressalva sobre quais são os fatores que impedirão esse controle dos ouvidos. O principal é a possível falta de cooperação por parte do animal, sendo muito irrequieto ou até mesmo bravo; e a falta de traquejo que algumas pessoas têm em manejar o animal de uma forma geral, tendo medo ou nojo. Esses fatores são os que enumero quando o proprietário me questiona sobre o porquê do seu animal ter otite “crônica”. Falando isso, já imagino as diversas cenas envolvidas no processo…

                          Mesmo que seu animal tome banho semanalmente, é necessário que se institua pelo menos outros dois dias na semana para a higiene dos ouvidos. Isso tanto colabora para evitar acúmulo de cera e futuras infecções, como melhora a tolerância do animal às manipulações. Claro que o momento desse cuidado se dará junto com a escovação dos pelos do corpo e dos dentes.

                 O ambiente do conduto é bastante predisposto à inflamação, principalmente nos cães que têm orelhas pendulares e com bastante pelo interno.  Essa é a razão pela qual temos bem menos casos de otite nos gatos, uma vez que o pavilhão é arejado e desprovido de pelos.

                         Sou então favorável à depilação do conduto quando este acumula pelagem abundante, que impeça a visualização do canal e prejudique a higiene. Normalmente nos pet shops, apenas se realiza a depilação quando o proprietário solicita ou autoriza, uma vez que há possibilidade de irritar o conduto e caso não se cuide e hidrate com o uso das loções, pode ocasionar inflamação e consequente recriminação do banhista, que será o “vilão” da história. Mas na verdade, a causa estará na falta de acompanhamento em casa.

                   Existem várias loções no mercado, de composição simples e outras bem sofisticadas. Penso que o manejo é o principal. O ouvido livre então de pelos e isento de cera em excesso, estará praticamente afastado das inflamações. Mas caso elas surjam, leve ao colega veterinário, identifique logo e comece o tratamento o quanto antes.

                       Sobre as características do tratamento escreverei em material na sequência.

                       Boa sorte e dedique-se ao seu amigo!!!

Sandro Ferraracio. crmv-sp 9777 Atendimento em casa. Ampla região a partir do bairro do Paraíso. Acompanhamento dos cuidados iniciais até geriatria. Vacinas e comportamento animal.