
Doença que se manifesta por gastroenterite aguda, representa causa importante dos óbitos de cães jovens e não vacinados. Sua incidência é alta, principalmente em regiões desassistidas e com animais errantes e não vacinados.
Mesmo em animais sob cuidados e que já tenham recebido a primeira dose da vacina, é possível contrair a doença. Isto porquê, a resposta imunitária não estará pronta e a transmissão é bastante fácil em áreas contaminadas. Por isso, o confinamento do animal durante o protocolo vacinal é de extrema importância.
A infecção por parvovírus canino ocorre através da via fecal-oral. Durante a enfermidade aguda, e por cerca de 1 a 2 semanas depois, elimina-se uma quantidade maciça de parvovírus nas fezes dos cães infectados. Como o vírus pode sobreviver e permanecer infeccioso por muitos meses no ambiente, a contaminação ambiental exerce papel importante na transmissão (Robert Sherding).
Lembrando do protocolo vacinal, já abordado em outro post, a primeira dose se dá a partir de 42 dias de vida, de preferência em animais já vermifugados. Serão três doses com intervalo de 21 a 30 dias. Para animais adultos, são necessárias 2 doses apenas, com o mesmo intervalo. Após este protocolo inicial, pede-se reforço anual.
Essa ênfase na vacinação se justifica pelo histórico que se tem dos animais não vacinados e contaminados, apresentarem poucas chances de sobrevida. São poucos os que resistem, infelizmente. A ação viral nas vilosidades intestinais, causando sangramento intenso, forte e profusa diarreia, somando-se a mais perdas por vômitos frequentes, levam o paciente a rápida desidratação. A partir das lesões intestinais, as infecções secundárias e agressivas estarão logo presentes. Os animais então que não puderem receber suporte terapêutico, da mesma forma, rápido e agressivo, tendem a sucumbir pela forte infecção e estado debilitante que se instala.
A prevenção como abordei é fundamental. Além dela portanto, o cuidado com o ambiente contaminado é necessário, com o emprego de desinfetantes e quarentena até a chegada e exposição de um novo filhote. Como a resistência do vírus não pode ser rigidamente determinada e sabendo-se que é de alguns meses, uma sugestão que faço é de se introduzir o novo animal, apenas com a vacinação completa e já com imunidade plena. Isso se dá cerca de 15 dias após a última dose do protocolo vacinal.
A perda de animais com esse quadro é realmente grande. Hoje em dia o assunto vacinação é bastante difundido, mas há falhas e todo cuidado é pouco quando se trata de doença tão prevalente e fatal. Por isso não vacile com todos os cuidados!!
Obrigado e boa sorte!!!
Sandro Ferraracio. crmv-sp 9777 Atendimento domiciliar em ampla região a partir do bairro do Paraíso. Acompanhamento dos cuidados iniciais até geriatria. Vacinas e comportamento animal.
