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PULGAS: DESAFIO PARA CÃES E GATOS NO CALOR

É muito importante darmos atenção exclusiva às pulgas na clínica de cães e gatos, em vista dos efeitos da infestação não controlada. Também para entendermos a origem do agravamento dessas infestações em virtude do nosso clima. E quando iniciarmos um novo período de calor, os problemas estarão presentes.

          As pulgas (Ctenocephalides spp) são sempre “homenageadas” nas palestras de dermatologia veterinária, pela grande prevalência deste ectoparasita e pelos inúmeros atendimentos que fazemos, identificando a alergia à picada da pulga. A coceira que surge como consequência, leva ao surgimento por sua vez de feridas e complicações sérias, caso não orientemos ao manejo certo.

          Quando atendemos um animal alérgico, observamos a presença “ou não” das pulgas, mas o aspecto de focos sem pêlos e feridas, que podem estar contaminadas e doloridas, retratam o estresse pelo qual estão passando animal e proprietário, pela coceira constante.

            Temos então dois desafios: sanar as feridas e suas complicações e ao mesmo tempo implementar o controle do ambiente, tentando explicar ao proprietário o que é necessário fazer.

          Tento sempre inserir o conceito de manejo animal e ambiental. Também procurando entender o tamanho do desafio que a família terá, em vista do tipo de ambiente: casa com quintal ou apartamento; número de animais; vizinhos com ou sem animais; com ou sem manejo; viajam ou não; sítio, praia ou cidade, etc. Por que tudo isso? Para falarmos de prognóstico, ou seja, chance de sucesso ou não; total ou parcial.

Falamos disso no post das alergias, mas sempre é bom darmos ênfase em coisas que realmente farão parte da rotina familiar.

                Na prática. Caso tenhamos feridas no animal, haverá todo tratamento conforme a gravidade delas. Paralelo a isso então, iniciamos inseticidas tópicos, aqueles que colocaremos sobre a pele do animal, ou se utilizaremos os produtos orais. De qualquer forma será iniciado um manejo, não um tratamento. Qual a diferença? Tratamento possui início e fim, manejo apenas início.

                Quando falo em ectoparasitas (pulgas, carrapatos e sarnas), não podemos deixar o animal sem proteção. Nunca.

                  E todos esses agentes realizam um ciclo, e o animal é parte desse ciclo. A outra parte do ciclo é exatamente nossas casas. Então, haverá o manejo do ambiente, aplicando inseticidas para eliminarmos ovos, larvas e adultos. Caso paremos o manejo, as larvas se transformarão em pupas. Terão então, a proteção de um casulo, impedindo a ação do inseticida. Essa pulga então vai nascer, iniciando então um novo ciclo. O inseticida deve estar agindo então nesse ambiente para eliminar esses adultos novos.

                   Será que fui claro pessoal?

                   Então boa sorte e mãos à obra!

Sandro Ferraracio. crmv-sp 9777
Atendimento domiciliar em ampla região a partir do bairro do Paraíso, São Paulo, capital.
Acompanhamento dos cuidados iniciais até geriatria.
Vacinas e comportamento animal.