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DIABETES: UM FATO EM CÃES E GATOS

De uma certa forma, as pessoas acham curioso certas doenças, que são abordadas frequentemente em programas sobre qualidade de vida, também serem nossa rotina como veterinários junto aos animais. Pois o Diabetes é uma delas e é por isso que assuntos básicos e de forma básica, devem ser tratados sempre que possível. Resolvi então abordá-lo, pois devemos evitar manejos errados, pela falta de informação.

O Diabetes pode ter sua causa em fatores genéticos, mas também, ser determinada por má conduta na alimentação; oferta desordenada e ilimitada de alimento, associada a um indivíduo insaciável. Mais uma vez, temos a palavra manejo como central para superarmos as condições predisponentes dessa doença. E também dois universos diferentes: cães e gatos. Os primeiros, muito mais associados às rotinas de cada um da família, ou seja, se praticamos atividades, passeios e vários momentos de lazer fora de casa, eles podem nos acompanhar. Já os gatos…

Como é sempre desafiador atuar na rotina deles, a principal forma de se evitar uma doença metabólica como o Diabetes, é atuando no potinho de ração. Ali temos ação, determinando quanto, quando e o quê é consumido.

Desde animais super alimentados e sem acompanhamento clínico adequado e preventivo, até animais muito bem cuidados e que na sua fase senil apresentarão os sintomas; em média, estes sintomas surgirão a partir dos oito anos de idade.

Nos cães há raças com maior incidência como Schnauzers e Dachshunds, além do mais popular: o Poodle. Mas qualquer indivíduo é suscetível. Entre os sintomas, o aumento da ingestão de água; do volume de urina; aumento da ingestão de alimentos, mas com emagrecimento, são os mais facilmente observáveis. Nos felinos, toda essa observação é dificultada pela rotina mais silenciosa, mas cuja solução, insisto, está na determinação de horários e quantidades da ração. A oferta descontrolada de alimento aos felinos, principalmente nos que vivem em grupos, é fator muito predisponente.

Outro desafio após o diagnóstico é adaptar, paciente e proprietário, à rotina provável de aplicações de insulina. Mas tudo superável. Claro que os animais que não colaboram, passam a fazer parte daqueles com prognóstico reservado. Mas com determinação, tudo se resolve.

O tratamento demanda portanto, além da participação de paciente e proprietário, bastante acompanhamento do clínico, uma vez que busca-se um equilíbrio entre, ingestão de alimento específico, demanda do animal conforme sua rotina e quantidade de insulina compatível. É uma doença complexa, mas possível de se atingir a qualidade de vida pelo animal e sua família.

Fique atento ao seu pet; principalmente se ele já não é mais um jovenzinho e invista em prevenção.

Boa caminhada.