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DERMATITE ATÓPICA

Olá amigos, este assunto trata de um problema muito complexo. Isso porque quando o paciente vem a nós, ou vamos a ele, como faço em meu trabalho de atendimento domiciliar, a realidade já pode estar bem difícil. Alguns tratamentos e consultas já podem ter acontecido e o tutor do animal já antecipa uma série de tratamentos e manejos realizados, que não levaram a resultado consistente. É triste pois sabemos que alguns animais sofrem com a coceira constante e seu tutor está em alto stress.

Minha conduta é tomar frente ao que já se passou e fazer o cliente entender o tamanho do problema que estamos enfrentando.

A dermatite atópica se configura por um defeito estrutural da pele, que permite a passagem de agentes irritantes, que levam à resposta inflamatória do paciente. Esta resposta tem por consequência coceira, vermelhidão, sensibilidade e dor nos casos complicados. E se o problema é estrutural, será permanente, fazendo entender que será uma doença CRÔNICA.

Sendo crônica, não haverá cura; sendo crônica, nossa papel será manter o paciente, na melhor situação possível dentro dos sintomas.

Primeiro passo: sanear as possíveis infecções secundárias por bactérias e fungos. O nível dessa infecção secundária, vai exigir definirmos se o tratamento será tópico apenas, com banhos associados a sprays ou mousses com antissépticos, ou se teremos que expor o paciente a antibióticos sistêmicos, por via oral.

A localização das feridas, nos possibilita realizar o chamado diagnóstico diferencial. Caso o paciente estiver sofrendo de alergia a pulgas ou carrapatos, seu dorso estará atingido pelas coceiras, principalmente a região próxima à calda. Além de podermos observar a possível infestação por pulgas e outros desafios, como o local de habitação e presença de outros animais.

Na dermatite atópica, as feridas estarão em região ventral: barriga, virilias, além das axilas, região do ânus e a cabeça. Otites recorrentes são relatadas. Bastante característico é a lambedura de patas, podendo levar à inflamação interdigital.

Esses aspectos sintomatológicos estão presentes na dermatite atópica. Quanto à idade, prevalece em animais jovens, que assim que estruturam sua capacidade imunológica, começam a responder aos estímulos dos alergenos.

Para dar mais um “tempero” a esse quadro já complicado, pode haver associação com alergia às proteínas alimentares. Mas elas não predominam. A causa do problema quase em sua totalidade, está ligada ao aspecto mencionado: a permeabilidade a agentes agressores oferecida pela epiderme.

Após avaliarmos os primeiros resultados com os tratamentos tópicos e ou sistêmicos, podemos utilizar as drogas que irão controlar a resposta inflamatória: os imunomoduladores. Não temos muitas opções, mas novas drogas, ou drogas já conhecidas em novas manipulações, estão surgindo. Alguns protocolos, envolvem estas novas drogas com corticóides, estes por tempo determinado em função de seus efeitos colaterais; sempre fazendo-nos entender qual resultado melhor poderemos alcançar.

É um trabalho grande, onde vejo o entendimento da gravidade por parte do tutor, como um ponto vital. Isso virá, muitas das vezes, a determinar o sucesso do tratamento.

Caso você já tenha enfrentado esta realidade da dermatite atópica, sabe do grande desafio para todas as partes envolvidas.

Sandro Ferraracio. CRMV-SP 9777.Atendimento domiciliar em ampla região a partir do bairro do Paraíso. Acompanhamento dos cuidados iniciais até a geriatria. Vacinas e comportamento animal.

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LUXAÇÃO DE PATELA EM CÃES

Pensando no assunto, para escrever algo que possa acrescentar informação a vocês, procurei relembrar as experiências concretas que tive, atendendo nos consultórios até hoje e nesse período de oito anos do serviço em domicílio.

O que é evidente cientificamente e confirmo na frequência de casos que atendi:  a luxação patelar está fortemente associada às raças de pequeno porte e toys. De imediato digo que o problema é enfrentado em menor número hoje em dia, pela preferência dos tutores a raças menos predispostas.

Vamos então, antes de mais nada, falar do que se trata para aqueles que nunca ouviram falar.

A patela, estrutura óssea que compõe a articulação do joelho, a parte mais evidente, desliza sobre a cartilagem da extremidade ou cabeça do fêmur . Nesta cartilagem ela se fixa em um sulco(tecnicamente chamada tróclea), com a ajuda dos ligamentos, que fazem sua estabilização. Qualquer alteração anatômica tanto na tróclea como nos ligamentos, alterando essa estabilização, são fatores que predispõem à ocorrência da luxação, ou seja, seu deslocamento.

A maior incidência desse deslocamento é para a face interna ou medial do membro. E o quanto ela se desloca e com qual frequência, dará o grau; a gravidade da luxação.     

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                                                                                                 Vetmétodo Diagnóstico.

Esta então, pode variar de grau I a IV. O deslocamento para a face lateral é menos frequente e está associada a acidentes e em raças de maior porte.

Lembro ainda, que na rotina de consultório, convivia além dos vira-latas, predominantemente com Poodles e Pinschers dentre as raças de pequeno porte e toys. Posteriormente os Yorkshires, Malteses e Schnauzers, passaram para a maioria e que eventualmente poderiam apresentar a luxação de patela. Depois, nessa linha do tempo, apareceram os Lhasa-Apso; Shih-tzus e Pugs, já determinando diminuição na frequência de casos. Hoje , com os Border Collies, num porte um tanto mais avantajado e os Buldog franceses, confesso que não vi manifestação da luxação patelar ainda. Com isso quero mostrar que a carga genética das raças de menor porte, determina a maior predisposição.

Na questão da gravidade, foram poucos os casos que tive que encaminhar à cirurgia. Casos em que a dor e a manqueira(claudicação) eram bastante evidentes. Na maior parte dos casos, o animal vinha ao consultório com outras queixas , ou até mesmo apenas para controle vacinal e ao realizar o exame físico, detectava a movimentação patelar. E o que diferencia os diferentes graus?

Havia animais que percebia a patela no lugar correto, mas que ao manipulá-la, ela saía do seu eixo e voltava. Sem dor ao animal. Outros animais apresentavam dor ao fazer esse movimento e outro ainda a patela não voltava ao lugar com facilidade. No pior cenário, a patela estava permanentemente fora do seu eixo, apesar de não conferir dor.

Perguntava então ao tutor se o animal reclamava.  Algumas vezes havia queixa e em outros casos não.

Após identificar a gravidade, decidia pelo tratamento, que na maioria das vezes era conservador, ou seja, medicação paliativa para dor e inflamação conforme a queixa do animal e suplementos à base de condroitina, para melhorar o ambiente articular. Este último com uso contínuo.

A correção cirúrgica é bastante eficaz, onde em linhas gerais, o procedimento tenta melhorar a estabilidade da patela, tanto aumentando o sulco ou tróclea onde ela desliza, como realizando uma maior fixação dela com os ligamentos e cápsula articular.

O grande desafio posterior é o repouso, bastante difícil para uma raça toy ou pequena. A dica sempre é o de apelar a um certo confinamento. A fisioterapia hoje em dia está bastante avançada, com clínicas bastante adaptadas, que ajudam na retomada da articulação ao seu funcionamento normal.

Caso você tenha alguma história com essa patologia e queira relatar, utilize o espaço de comentário abaixo!!!

Estamos em contato!

Felicidades!!

Sandro Ferraracio. CRMV-SP 9777.Atendimento domiciliar em ampla região a partir do bairro do Paraíso. Acompanhamento dos cuidados iniciais até a geriatria. Vacinas e comportamento animal.

 

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PODODERMATITE EM CÃES E GATOS

Pododermatites são processos inflamatórios especificamente desenvolvidos nas extremidades dos membros. Podem surgir de um dia para o outro, quando o animal, a partir de diferentes causas, passa a lamber incessantemente seus dedos e patas; o dorso e a sola; causando feridas importantes e edemas(inchaços); dando impressão até, de que há um novo tecido naquele local. Incluí algumas imagens para ilustrar:

Pododermatite

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Fonte: Dermatologia clínica em cães e gatos. (Ton Willemse)

As imagens impressionam e realmente os processos são dolorosos. Causam bastante claudicação (manqueira) e o animal fica sem se movimentar por falta de apoio.

Quanto às causas, temos bem caracterizados os animais alérgicos , que se lambem continuamente pelas mais variadas causas e dentre elas, como escrevi em outro post, a Dermatite atópica é a mais frequente.

As causas neurogênicas ou seja, com fundo comportamental, envolve os animais por exemplo, confinados por tempo excessivo, mesmo residindo em ambientes amplos. De alguma forma são expostos a um estresse, como a ausência do tutor ou presença de outro animal não adaptado ; ou ainda, submetidos a um novo ambiente. Esses animais então, acabam se mutilando por esse estresse.

A primeira conduta é tentar desfazer esse ponto crítico de estresse e evitar o próximo impulso dos tutores,  que é o de cobrir a região afetada com algum tipo de curativo. Entendo que isso leva a uma maior agitação do animal para arrancar o obstáculo, passando então a lamber com mais intensidade a região. Infelizmente é muito comum famílias que não incluem o animal em seus momentos de lazer. Ou que não assimilam a necessidade do animal em realizar atividades físicas fora do seu ambiente, quer seja na rua, numa praça ou parque.

https://youtu.be/bqIhpfUDu0I

Como tratamento ou controle paleativo, indico supervisão com antissépticos, mesmo que sejam lambidos, mas que evitam infecções secundárias. E dependendo da gravidade da lesão, o uso de antibióticos e unguentos cicatrizantes, estes inclusive, com ação repelente, pois qualquer pequeno sangramento, pode atrair moscas a depositarem suas larvas nesses ferimentos e causarem um grande problema.

O manejo para salvar o animal de um manejo ruim ou confinamento e quanto aos alérgicos, amenizar as causas predisponentes, são algumas da medidas. Mas no fundo, muita paciência e carinho também são fundamentais. Então observe alterações na rotina do seu animal e até que ponto essas mudanças estão afetando sua saúde.

Boa sorte e forte abraço.

Sandro Ferraracio. crmv-sp 9777 Atendimento domiciliar em ampla região a partir do bairro do Paraíso, incluindo Bela Vista, Aclimação, Vila Mariana e Ibirapuera. Acompanhamento dos cuidados iniciais até geriatria. Vacinas e comportamento animal
contato: 11 99857-3087
 
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DIABETES: UM FATO EM CÃES E GATOS

De uma certa forma, as pessoas acham curioso certas doenças, que são abordadas frequentemente em programas sobre qualidade de vida, também serem nossa rotina como veterinários junto aos animais. Pois o Diabetes é uma delas e é por isso que assuntos básicos e de forma básica, devem ser tratados sempre que possível. Resolvi então abordá-lo, pois devemos evitar manejos errados, pela falta de informação.

O Diabetes pode ter sua causa em fatores genéticos, mas também, ser determinada por má conduta na alimentação; oferta desordenada e ilimitada de alimento, associada a um indivíduo insaciável. Mais uma vez, temos a palavra manejo como central para superarmos as condições predisponentes dessa doença. E também dois universos diferentes: cães e gatos. Os primeiros, muito mais associados às rotinas de cada um da família, ou seja, se praticamos atividades, passeios e vários momentos de lazer fora de casa, eles podem nos acompanhar. Já os gatos…

Como é sempre desafiador atuar na rotina deles, a principal forma de se evitar uma doença metabólica como o Diabetes, é atuando no potinho de ração. Ali temos ação, determinando quanto, quando e o quê é consumido.

Desde animais super alimentados e sem acompanhamento clínico adequado e preventivo, até animais muito bem cuidados e que na sua fase senil apresentarão os sintomas; em média, estes sintomas surgirão a partir dos oito anos de idade.

Nos cães há raças com maior incidência como Schnauzers e Dachshunds, além do mais popular: o Poodle. Mas qualquer indivíduo é suscetível. Entre os sintomas, o aumento da ingestão de água; do volume de urina; aumento da ingestão de alimentos, mas com emagrecimento, são os mais facilmente observáveis. Nos felinos, toda essa observação é dificultada pela rotina mais silenciosa, mas cuja solução, insisto, está na determinação de horários e quantidades da ração. A oferta descontrolada de alimento aos felinos, principalmente nos que vivem em grupos, é fator muito predisponente.

Outro desafio após o diagnóstico é adaptar, paciente e proprietário, à rotina provável de aplicações de insulina. Mas tudo superável. Claro que os animais que não colaboram, passam a fazer parte daqueles com prognóstico reservado. Mas com determinação, tudo se resolve.

O tratamento demanda portanto, além da participação de paciente e proprietário, bastante acompanhamento do clínico, uma vez que busca-se um equilíbrio entre, ingestão de alimento específico, demanda do animal conforme sua rotina e quantidade de insulina compatível. É uma doença complexa, mas possível de se atingir a qualidade de vida pelo animal e sua família.

Fique atento ao seu pet; principalmente se ele já não é mais um jovenzinho e invista em prevenção.

Boa caminhada.

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CUIDADOS COM FERIDAS EM CÃES E GATOS

 

Feridas ocorrem com certa rotina em cães e gatos. Podem ter um perfil crônico, como nos animais alérgicos ou que tenham algum vício de conduta, coçando-se embaixo de camas ou outros lugares. Ou podem ser acidentais como uma queda, corte por contato ou mordida por outro animal.

Costumo sempre dar orientações básicas para todas essas situações, claro que com a devida noção do que não tem gravidade e daquilo que deva merecer avaliação minha pessoalmente.

O atendimento às vezes demanda algum tempo para se efetivar, conforme condições e deslocamento que possam retardar o atendimento. Neste caso, avaliando a gravidade durante o primeiro contato,  algumas vezes oriento o cliente a conduzir o animal a um colega que possa realizar um pronto atendimento.

No caso de situações corriqueiras, de feridas eventuais e superficiais,  penso que posso dar certas dicas para sanar a situação.

Tudo começa com o nível de desconforto do animal e seu temperamento. Animais que não  cooperam e proprietários sem o perfil ideal para o devido manejo, não vão viabilizar o trabalho om sucesso. Mas considerando condições favoráveis, essas são as dicas:

1) Devemos descartar ferimentos com perfuração ou que já possam estar contaminados e com abscesso.  Neste caso o animal terá mais dor e não  deixará ser tocado.

2) Sem essa gravidade anterior, deve-se ter noção do tamanho da ferida e para isso , cortar um pouco dos pelos ao redor;

3) Agora com visibilidade,  inicio a higiene. Mais uma vez, conforme a sensibilidade do animal, poderei utilizar soluções mais ou menos irritantes. Desde simplesmente água sem sabão ou soro fisiológico;  água com sabão; água oxigenada; iodo povidine  e soluções com ação antisséptica maior, como clorexidine.

4) Após essa condição de ferida higienizada,  posso simplesmente manter uma sequência de aplicações de clorexidine ou acrescentar pomada para ação mais prolongada.

É importante lembrar que o estado geral do animal deve estar completamente normal, sem possibilidade de febre. Qualquer situação que vá além dessa superficialidade,  deve merecer a avaliação do profissional.

A ideia deste texto é de oferecer apenas dicas de conduta para situações banais, sem maiores riscos ao animal.

Tanto cão como gato,  que possam apresentar ferimento mais grave, vão demonstrar seu desconforto com quietude e possível agressividade,  caso sinta que seu ferimento possa ser tocado. Em caso de infecção  e febre, perderá o apetite e se isolará na casinha ou cama. Necessitará portanto , de avaliação médica.

Fique atento a essas rotinas e demandas de seu Pet. Qualquer dúvida faça contato!

E boa sorte!!

Sandro  Ferraracio. CRMV -SP 9777.

 

 

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DOENÇA DO CARRAPATO EM CÃES E GATOS: MANEJO DETERMINA DIAGNÓSTICO PRECOCE

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PARVOVIROSE

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Doença que se manifesta por gastroenterite aguda, representa causa importante dos óbitos de cães jovens e não vacinados. Sua incidência é alta, principalmente em regiões desassistidas e com animais errantes e não vacinados.

Mesmo em animais sob cuidados e que já tenham recebido a primeira dose da vacina, é possível contrair a doença. Isto porquê, a resposta imunitária não estará pronta e a transmissão é bastante fácil em áreas contaminadas. Por isso, o confinamento do animal durante o protocolo vacinal é de extrema importância.

A infecção por parvovírus canino ocorre através da via fecal-oral. Durante a enfermidade aguda, e por cerca de 1 a 2 semanas depois, elimina-se uma quantidade maciça de parvovírus nas fezes dos cães infectados. Como o vírus pode sobreviver e permanecer infeccioso por muitos meses no ambiente, a contaminação ambiental exerce papel importante na transmissão (Robert Sherding).

Lembrando do protocolo vacinal, já abordado em outro post, a primeira dose se dá a partir de 42 dias de vida, de preferência em animais já vermifugados. Serão três doses com intervalo de 21 a 30 dias. Para animais adultos, são necessárias 2 doses apenas, com o mesmo intervalo. Após este protocolo inicial, pede-se reforço anual.

Essa ênfase na vacinação se justifica pelo histórico que se tem dos animais não vacinados e contaminados, apresentarem poucas chances de sobrevida. São poucos os que resistem, infelizmente. A ação viral nas vilosidades intestinais, causando sangramento intenso, forte e profusa diarreia, somando-se a mais perdas por vômitos frequentes, levam o paciente a rápida desidratação. A partir das lesões intestinais, as infecções secundárias e agressivas estarão logo presentes. Os animais então que não puderem receber suporte terapêutico, da mesma forma, rápido e agressivo, tendem a sucumbir pela forte infecção e estado debilitante que se instala.

A prevenção como abordei é fundamental. Além dela portanto, o cuidado com o ambiente contaminado é necessário, com o emprego de desinfetantes e quarentena até a chegada e exposição de um novo filhote. Como a resistência do vírus não pode ser rigidamente determinada e sabendo-se que é de alguns meses, uma sugestão que faço é de se introduzir o novo animal, apenas com a vacinação completa e já com imunidade plena. Isso se dá cerca de 15 dias após a última dose do protocolo vacinal.

A perda de animais com esse quadro é realmente grande. Hoje em dia o assunto vacinação é bastante difundido, mas há falhas e todo cuidado é pouco quando se trata de doença tão prevalente e fatal. Por isso não vacile com todos os cuidados!!

Obrigado e boa sorte!!!

Sandro Ferraracio. crmv-sp 9777
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Acompanhamento dos cuidados iniciais até geriatria.
Vacinas e comportamento animal.

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PULGAS: DESAFIO PARA CÃES E GATOS NO CALOR

É muito importante darmos atenção exclusiva às pulgas na clínica de cães e gatos, em vista dos efeitos da infestação não controlada. Também para entendermos a origem do agravamento dessas infestações em virtude do nosso clima. E quando iniciarmos um novo período de calor, os problemas estarão presentes.

          As pulgas (Ctenocephalides spp) são sempre “homenageadas” nas palestras de dermatologia veterinária, pela grande prevalência deste ectoparasita e pelos inúmeros atendimentos que fazemos, identificando a alergia à picada da pulga. A coceira que surge como consequência, leva ao surgimento por sua vez de feridas e complicações sérias, caso não orientemos ao manejo certo.

          Quando atendemos um animal alérgico, observamos a presença “ou não” das pulgas, mas o aspecto de focos sem pêlos e feridas, que podem estar contaminadas e doloridas, retratam o estresse pelo qual estão passando animal e proprietário, pela coceira constante.

            Temos então dois desafios: sanar as feridas e suas complicações e ao mesmo tempo implementar o controle do ambiente, tentando explicar ao proprietário o que é necessário fazer.

          Tento sempre inserir o conceito de manejo animal e ambiental. Também procurando entender o tamanho do desafio que a família terá, em vista do tipo de ambiente: casa com quintal ou apartamento; número de animais; vizinhos com ou sem animais; com ou sem manejo; viajam ou não; sítio, praia ou cidade, etc. Por que tudo isso? Para falarmos de prognóstico, ou seja, chance de sucesso ou não; total ou parcial.

Falamos disso no post das alergias, mas sempre é bom darmos ênfase em coisas que realmente farão parte da rotina familiar.

                Na prática. Caso tenhamos feridas no animal, haverá todo tratamento conforme a gravidade delas. Paralelo a isso então, iniciamos inseticidas tópicos, aqueles que colocaremos sobre a pele do animal, ou se utilizaremos os produtos orais. De qualquer forma será iniciado um manejo, não um tratamento. Qual a diferença? Tratamento possui início e fim, manejo apenas início.

                Quando falo em ectoparasitas (pulgas, carrapatos e sarnas), não podemos deixar o animal sem proteção. Nunca.

                  E todos esses agentes realizam um ciclo, e o animal é parte desse ciclo. A outra parte do ciclo é exatamente nossas casas. Então, haverá o manejo do ambiente, aplicando inseticidas para eliminarmos ovos, larvas e adultos. Caso paremos o manejo, as larvas se transformarão em pupas. Terão então, a proteção de um casulo, impedindo a ação do inseticida. Essa pulga então vai nascer, iniciando então um novo ciclo. O inseticida deve estar agindo então nesse ambiente para eliminar esses adultos novos.

                   Será que fui claro pessoal?

                   Então boa sorte e mãos à obra!

Sandro Ferraracio. crmv-sp 9777
Atendimento domiciliar em ampla região a partir do bairro do Paraíso, São Paulo, capital.
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PARVOVIROSE

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                Doença que se manifesta por gastroenterite aguda, representa causa importante dos óbitos de cães jovens e não vacinados. Sua incidência é alta, principalmente em regiões desassistidas e com animais errantes e não vacinados.

               Mesmo em animais sob cuidados e que já tenham recebido a primeira dose da vacina, é possível contrair a doença. Isto porquê, a resposta imunitária não estará pronta e a transmissão é bastante fácil em áreas contaminadas. Por isso, o confinamento do animal durante o protocolo vacinal é de extrema importância.

               A infecção por parvovírus canino ocorre através da via fecal-oral. Durante a enfermidade aguda, e por cerca de 1 a 2 semanas depois, elimina-se uma quantidade maciça de parvovírus nas fezes dos cães infectados. Como o vírus pode sobreviver e permanecer infeccioso por muitos meses no ambiente, a contaminação ambiental exerce papel importante na transmissão (Robert Sherding).

               Lembrando do protocolo vacinal, já abordado em outro post, a primeira dose se dá a partir de 42 dias de vida, de preferência em animais já vermifugados. Serão três doses com intervalo de 21 a 30 dias. Para animais adultos, são necessárias 2 doses apenas, com o mesmo intervalo. Após este protocolo inicial, pede-se reforço anual.

                Essa ênfase na vacinação se justifica pelo histórico que se tem dos animais não vacinados e contaminados, apresentarem poucas chances de sobrevida. São poucos os que resistem, infelizmente. A ação viral nas vilosidades intestinais, causando sangramento intenso, forte e profusa diarreia, somando-se a mais perdas por vômitos frequentes, levam o paciente a rápida desidratação. A partir das lesões intestinais, as infecções secundárias e agressivas estarão logo presentes. Os animais então que não puderem receber suporte terapêutico, da mesma forma, rápido e agressivo, tendem a sucumbir pela forte infecção e estado debilitante que se instala.

                A prevenção como abordei é fundamental. Além dela portanto, o cuidado com o ambiente contaminado é necessário, com o emprego de desinfetantes e quarentena até a chegada e exposição de um novo filhote. Como a resistência do vírus não pode ser rigidamente determinada e sabendo-se que é de alguns meses, uma sugestão que faço é de se introduzir o novo animal,  apenas com a vacinação completa e já com imunidade plena. Isso se dá cerca de 15 dias após a última dose do protocolo vacinal.

                A perda de animais com esse quadro é realmente grande. Hoje em dia o assunto vacinação é bastante difundido, mas há falhas e todo cuidado é pouco quando se trata de doença tão prevalente e fatal. Por isso não vacile com todos os cuidados!!

Obrigado e boa sorte!!!

Sandro Ferraracio. crmv-sp 9777
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Acompanhamento dos cuidados iniciais até geriatria.
Vacinas e comportamento animal.

 

 

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OTITE INSTALADA: TRATAMENTO EM CÃES E GATOS

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Para aqueles que em consulta relatam que seu animal coça os ouvidos e não possuem aquele manejo que discutimos no post anterior, sobre prevenção de otites em cão e gato, peço de primeiro momento para instituir uso da loção de forma intensiva. Podendo ser até diariamente, com paciência e observando a partir dessa prática, o comportamento do animal quanto à intensidade da coceira.

Há muitos casos que conseguimos diminuir os sintomas apenas com essa rotina, demonstrando que a origem da coceira poderia ser o excesso de cera ou conduto ressecado. A partir disso o proprietário reconhece a importância do acompanhamento da hidratação e higiene do conduto de forma frequente.

Mas no caso de estarmos com dermatite instalada, a pele do pavilhão bastante avermelhada, refletindo que o animal se coça há bastante tempo, indico a terapia, pois nesse caso precisamos já de ação antisséptica  e antinflamatória naquele ambiente. Caso haja bastante dor e  sensibilidade, indico apenas aplicar o medicamento e sendo possível, massagear para uma boa penetração e espalhamento do produto tanto no interior do conduto externo como no pavilhão.

Após algumas aplicações, quando já se tem a diminuição da inflamação, provavelmente será possível realizar a higiene, retirando secreções e crostas quando houver. Essa higiene não precisa ser feita diariamente para não irritar o animal, mas a aplicação do terapêutico sim. Em meus tratamentos recomendo sempre a cada 12hs e não menos que 7 dias.

O perigo de insucesso está quando fatores como temperamento do animal ou falta de atitude do proprietário, impedem a intensidade ideal do tratamento, ocasionando as famosas otites “crônicas”. Entendo que esse quadro não existe, o que existe é tratamento interrompido ou mal feito. Logo que o tratamento é iniciado, cerca de 3 dias após, o proprietário pode observar substancial diminuição da coceira, o que leva a relaxar na conduta da rotina, interrompendo a frequência de duas aplicações diárias ou até mesmo abandonando o tratamento. Certamente os sintomas voltarão, pois nesse perfil de proprietário, não haverá rotina de higiene e acompanhamento do animal.

Lembro que todos os produtos possuem antibiótico, antimicótico(princípio contra os fungos) e antinflamatório, ou seja, todos precisam de tempo para resolver a infecção e inflamação completamente. Esse tempo não é menor do que 7 dias na maioria dos casos, portanto, mesmo com a superação dos sintomas, devemos instituir de 7 a 10 dias de tratamento.  Outro problema é a utilização de medicações de linha humana, que não atingem efeito adequado.

Em minha experiência, todos os produtos veterinários me levaram a um bom resultado. Salvo casos excepcionais de alergias apresentadas, com dermatite secundária a essa reação, levando-me a alterar o princípio ativo do tratamento. De outra forma, explico apenas as diferenças de aplicação entre os produtos de apresentação líquida e pastosa. Sinto maior facilidade de condução com os produtos líquidos, quando o proprietário consegue então, contar as gotas a serem aplicadas. Além disso não é necessário o contato da ponteira aplicadora na pele do animal, evitando reações. A quantidade de produto a ser aplicada vai então variar conforme o tamanho do conduto auditivo.

Esses são os aspectos básicos a serem considerados no tratamento da otite de cão e gato. Você que já teve problemas com ela em seu animal, opte por realizar a prevenção e elas não te incomodarão com muita frequência.

Boa sorte e estamos em contato.

Sandro Ferraracio. crmv-sp 9777 Atendimento em casa. Ampla região a partir do bairro do Paraíso-SP. Acompanhamento dos cuidados iniciais até geriatria. Vacinas e comportamento animal.